Passo-a-passo da Inseminação Artificial

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Primeiro Passo: Consulta
A Inseminação Artificial (IA) é considerada um tratamento de reprodução humana assistida de baixa complexidade e recomendada para mulheres jovens, férteis e casos leves de infertilidade masculina. Você já conferiu com a gente o passo-a-passo da Fertilização in Vitro (FIV), agora é a vez da Inseminação Artificial:

O primeiro passo coincide para todos os tratamentos, porque é na realidade o passo fundamental para saber o que deve ser feito para conseguir a gravidez. Apesar da Inseminação Artificial ser até 4 vezes mais barata que a Fertilização in Vitro, a decisão sobre um ou outro tratamento de reprodução humana não pode depender do custo e sim da indicação médica baseada no que é preciso para obter a gravidez.

Na primeira consulta serão solicitados exames que permitirão identificar a causa da infertilidade e sua solução, que não necessariamente passa por fazer uma Fertilização in Vitro ou uma Inseminação Artificial.

Em ocasiões a dificuldade de gravidez pode ser solucionada de forma simples, por isso é importante não esperar mais de um ano para procurar um especialista. Lembrando que a solução é uma questão do casal. Ambos devem passar pelo consultório e realizar exames. Durante a consulta examinamos pacientes, antecedentes familiares, índice de massa corporal, reserva ovariana, qualidade do esperma, etc.

Vários exames serão solicitados tanto para a mulher quanto para o homem. O tempo entre marcação, realização e resultados dos exames costuma levar um mês, tempo médio de retorno de nossos pacientes para apresentar os resultados ao especialista. Se a indicação for um tratamento de Inseminação Artificial, seguirá os seguintes passos:

Inicio do tratamento de Inseminação Artificial

1 – Estimulação ovariana (10 a 12 dias)

A inseminação artificial pode acontecer em um ciclo natural, mas a sua eficácia aumenta com o uso de gonadotrofinas exógenas que induzem o desenvolvimento folicular múltiplo. O controle da estimulação no caso da Inseminação Artificial é fundamental para evitar produzir muitos óvulos e evitar o risco de gravidez múltipla. Por isso, nunca tome remédios para estimular a produção de óvulos sem supervisão médica.

Durante o período de estimulação são realizadas ultrassonografias (3 ou 4) e verificados os níveis de estradiol no sangue para comprovar o crescimento e evolução dos folículos.

2 – Indução da ovulação (36 horas)

Ao comprovar por meio de ultrassom que os folículos alcançaram o tamanho adequado a inseminação é programada para aproximadamente 36 horas depois da administração de uma injeção de hCG que induz à maturação do óvulo.

3 – Preparação do sêmen (2 horas)

Duas horas antes da inseminação programada é realizada a coleta do sêmen por meio de masturbação e os espermatozoides são preparados em laboratório para melhorar e aumentar seu potencial de fecundação ao serem introduzidos no útero materno.

4 – Inseminação (14 a 16 dias)

Os espermatozoides capacitados são introduzidos no interior da cavidade uterina com a ajuda de um cateter.

Após esse procedimento o tratamento foi concluído. Então iniciamos a betaespera, ou seja, o tempo de espera para a confirmação da gravidez enquanto ocorre a nidação.

5 – Beta

Teste de gravidez (7 a 10 dias)

Obtendo o positivo no teste de gravidez, a paciente realiza uma ultrassonografia vaginal uma semana mais tarde para visualizar o saco gestacional e repetir a análise de sangue.

5 – Ultrassonografia

A primeira ultrassonografia da gravidez! Você nunca esquecerá este dia!

 

Ivi

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Av.Paulo VI, 868 – Pituba – Salvador-Ba


 

http://blog.ivi-fertilidade.com/pt-br/passo-a-passo-da-inseminacao-artificial/

26 dicas para economizar quando se tem filhos

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Mãe e filha fazendo compras no supermercado (Foto: Shutterstock)

 

Com um pouco de organização, disposição para mudanças e criatividade você consegue diminuir os gastos mensais

Não é fácil fazer o dinheiro durar até o fim do mês com todos os imprevistos que sempre aparecem quando existem crianças na família. Mas é possível vencer este desafio. Confira o guia que preparamos com dicas importantes você se organizar e economizar.

 

 

1) Faça um diário financeiro
O primeiro passo é identificar onde você gasta a mais. Anote quanto ganha, as dívidas e a quantia que você pretende guardar (se esse é o objetivo). Não se esqueça de tomar nota mesmo das despesas pequenas, como as da padaria. No fim do mês, analise o diário para descobrir por onde o dinheiro está escapando.

2) Aceite que é necessário fazer escolhas
Quando a situação aperta, a família tem de entender que é preciso optar entre programas e compras. Por exemplo: ou vocês vão ao musical, ou compram aquela megapista de carrinhos.

3) Aproveite os programas gratuitos
Informe-se nos jornais e sites da sua cidade. Uma ótima sugestão é trocar o cinema por um piquenique em um parque público. Também vale planejar uma tarde de brincadeiras em casa com os colegas do seu filho.

4) Faça uma lista de compras
Antes de ir ao supermercado, anote o que está faltando na despensa. Assim, você não se perde entre as tentações das prateleiras. Planejar as compras semanalmente também evita exageros (comuns quando se fica um longo período sem ir às compras).

5) Não jogue comida fora
Com feijão, faça sopa; com arroz, carne assada ou o que sobrou da bacalhoada, prepare bolinhos. As frutas maduras demais viram compotas, geleias e recheios para bolo.

6) Combine parcerias no supermercado
Ao preparar a lista de compras, chame seu filho e explique que ele será responsável pelos sabonetes, por exemplo (evite salgadinhos e guloseimas). Ao se sentir responsável, ele não vai pedir bolacha nem fazer escândalo pelos corredores.

7) Negocie com seu filho
Converse com a criança e explique que ela poderá escolher apenas um produto no supermercado. Pode ser um chocolate, um pacote de biscoito ou uma guloseima. Mas será apenas um, sem discussão.

8) Conheça as marcas próprias
As grandes redes de supermercado possuem produtos de marca própria que são até 60% mais baratos do que os outros. Pode confiar: o fabricante, muitas vezes, é o mesmo dos produtos mais famosos – e caros.

9) Calcule as promoções
Fique atenta às promoções “leve 3 e pague 2” e aos produtos em pacotes maiores. Tenha uma calculadora sempre à mão para conferir se vale a pena.

10) Aproveite feiras e sacolões
Outra dica que vale para sempre: frutas, verduras e legumes costumam ser mais baratos e mais fresquinhos nas feiras e sacolões de bairro do que nos supermercados.

11) Cuidado com as prateleiras
Antes de escolher um produto, dê uma boa olhada em toda a seção. Aqueles que ficam na linha dos olhos costumam ser mais caros. Por isso, não deixe de abaixar ou ficar na ponta dos pés para conferir outros preços.

12) Faça trocas
Combine com os pais dos amigos da escola e promova permutas de brinquedos e livros infantis em bom estado. É uma maneira simples de economizar e renovar as brincadeiras.

13) Cuidado com o cheque especial e empréstimo fácil
Recorrer a essas opções é uma saída de emergência – e que deve ser evitada. Mas, se acontecer, procure o gerente da sua agência bancária. Peça a ele para cancelar o cheque especial e negocie uma linha de crédito pessoal para ser paga em até 12 vezes.

14) Evite viajar para os lugares da moda
Não vá para os mais badalados, onde tudo é muito mais caro, principalmente com crianças. Se possível, viaje fora da alta temporada, que acontece entre novembro e janeiro e entre junho e agosto.

15) Busque pousadas com cozinha
Em vez de ficar em hotéis que oferecem apenas o café da manhã, prefira um local com cozinha. Assim, você prepara as refeições, em vez de almoçar e jantar em restaurantes – e ainda prepara lanches para a manhã e tarde.

16) Presentes de uma vez só
Se você deixar para comprar os presentes dos amigos da escola na última hora, vai gastar mais. Por isso, procure uma opção unissex, como um quebra-cabeça, livros ou brinquedos de madeira, e compre em grande quantidade para pedir desconto. Ou descubra uma liquidação de brinquedos – lojas pequenas costumam fazer pelo menos duas durante o ano.

17) Aprenda a usar o cartão de crédito
Reúna todos os gastos em apenas uma fatura para facilitar a visualização das dívidas. Outras dicas valiosas: negociar a anuidade, não parcelar as compras e nem pagar a parcela mínima. E agende o pagamento para cinco dias após receber o salário – assim, se a sua remuneração atrasar alguns dias, você não pagará os juros altíssimos.

18) Invista em tamanhos grandes
Quando não ficar esquisito, compre roupas um pouco maiores para seu filho. Essa é uma forma de garantir que eles usarão a peça por mais tempo.

19) Não pague pela etiqueta
Não caia na cilada de escolher roupas caras por causa da marca. Roupa tem que ser feita com um tecido confortável que não provoque alergia. E que sejam bonitas, claro.

20) Bela, mas sem gastar tanto
Dá para espaçar mais as suas visitas ao salão – que tal de 15 em 15 dias? Também vale combinar um bom desconto. Ou, ainda, aprender a fazer aquela escova em casa.

21) Vamos de metrô?
Deixar o carro na garagem e fazer um passeio com transporte público reduz os gastos (com combustível e estacionamento, por exemplo) e pode se tornar uma brincadeira.

22) Negocie a mensalidade da escola
Está devendo alguns meses? Faça uma proposta ao setor financeiro da escola. Por exemplo: se você deve R$ 1 mil, mas pode pagar apenas R$ 200 por mês, proponha esse valor e peça a isenção dos juros. Se a oferta não for aceita, guarde o valor todos os meses e, quando juntar uma boa quantia, volte a conversar com o colégio. Não se esqueça de pedir um desconto se os seus filhos estiverem matriculados na mesma escola. Lembre-se de que, quanto maior o número de crianças, mais argumentos você tem para diminuir o valor da parcela.

23) Organize as contas fixas
Tente negociar um desconto ao contratar os serviços de TV por assinatura, internet banda larga e telefone fixo de apenas uma empresa. Aproveite a portabilidade e analise o melhor plano de celular para a sua família.

24) E a mesada das crianças?
Quando o orçamento aperta é hora de reunir a família para conversar. Explique a situação para os filhos e peça a colaboração de todos. Mas não corte o dinheiro da semana ou do mês por inteiro, apenas reduza o valor.

25) Festa em casa
Abrir mão do bufê e fazer a festa de aniversário do seu filho em casa pode ser uma boa pedida. Pesquise brincadeiras na internet para entreter a criançada, peça ajuda dos parentes. Faça a decoração e os comes e bebes, que não precisam ir além de sanduíche, bolo e refrigerante.

26) Faça depois, mas faça benfeito
Está sem dinheiro para revelar as fotos do aniversário? Grave tudo em um CD e, assim que o orçamento respirar, revele e monte um lindo álbum.

Fontes: Celso Ricardo Salazar Valentim, economista e autor do blog O Economista; Elizabete Presa, consultora em economia doméstica; Cássia D’Aquino, especialista em educação financeira; Reinaldo Domingos, educador, terapeuta financeiro e autor do livro Terapia Financeira

25 coisas que todos os pais deveriam fazer pelas suas filhas, mas que raramente fazem.

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Eu não sou um pai e nunca serei. Mas sou uma filha, e tenho dois pais: um biológico, o outro por casamento.

Nos meus curtos 23 anos neste planeta, eu percebi que o laço entre pai/filha é algo realmente especial. Tão especial que as atitudes e amor de um pai têm uma forte influência em moldar o caráter da sua filha.

Inspirada pela resposta da escritora Roxane Gay a pergunta de um pai de uma menina, eu compilei uma lista de todas as coisas que acredito que todos os pais de meninas deveriam saber para garantirem que a sua influência é a melhor possível.

Como alguém que recebe este tipo de amor, eu posso dizer que os segredos não são assim tão assustadores como parecem.

1. Mentalize que desde o primeiro dia, ela será sempre a sua princesa. Mas você tem que se esforçar para que seja sempre assim.

2. Não assuma ou influencie os interesses dela só porque é uma menina. Não lhe mostre só flores e Barbies. Mostre carros e LEGOs também.

3. Deixa que ela te ajude em casa ou no trabalho. Ela vai crescer sendo uma mulher que se sentirá confiante ao entrar em qualquer emprego.

4. Fale com a mãe dela de igual para igual, não a faça sentir inferior, e a sua filha irá esperar o mesmo mais tarde.

5. Mostre-lhe o seu lado sensível. Ela vai sentir que se for sensível também, isso não a irá tornar uma pessoa mais fraca.

6. Criem piadas e jogos entre os dois, apenas entre os dois. Acredite em mim, ela vai se lembrar disso para sempre.

7. Encoraja-a a fazer todas as coisas que a assustam, porque você estará sempre ao seu lado pronto a ajuda-la.

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Fonte: zupi.com.br

8. Faça-lhe promessas, e depois faça tudo para cumpri-las. Os únicos desgostos na vida dela devem vir de pessoas que não saibam o quanto especial ela é.

9. Mostre para ela as habilidades que você conhece melhor.

10. Peça para que ela lhe mostre as habilidades que ela conhece melhor e você não.

11. Tente entender os interesses dela mesmo que você não entenda. Você vai ensina-la que, independentemente dos talentos dela — ballet, arte ou wrestling com os rapazes — eles interessam.

12. Isso é especialmente verdade se os interesses dela forem mais “femininos”. Ensine-a que eles são tão importantes independentemente do que sejam.

13. Se você não diria algo a um filho, não diga à sua filha.

14. Quando ela chegar até você com um problema, não a afaste ou diga para ir falar com a mãe. Ouça o que ela tem para dizer. Ela voltará a falar contigo sempre que tiver um problema.

15. Não fale sobre mudanças no seu corpo, ou orientações sexuais, com desprezo. Isso só iria ensina-la que ela deve ter vergonha do próprio corpo.

16. Não fale sobre os corpos de outras mulheres como se fossem um objeto. Ela irá ouvir e depois examinar o próprio corpo.

17. Fale com ela sobre mulheres fortes e bem sucedidas, não apenas homens, e ela ficará inspirada a ser como elas e assim saberá que terá uma chance.

18. Resolva todos os assuntos com mãe dela na sua frente. Ela irá ver que as mulheres merecem uma voz ativa em qualquer relacionamento e mais tarde irá procurar alguém que a trate com o mesmo respeito.

19. Não brinque dizendo que tem uma arma preparada quando os rapazes vierem atrás dela. Isso apenas irá ensina-la que você não confia nas suas decisões.

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Fonte: ominutodosaber.com

20. Enfrente de cara a injustiça e a opressão. Acredite quando os oprimidos dizem que estão oprimidos. Isso irá mostrar-la a ter compaixão com o próximo e que não há nada de inferior ou desumano em fazer o que está certo.

21. Se você ensinar com exemplos, não precisará afastar os “bad boys”. Ela saberá o que é certo para ela.

22. Se existir um rapaz na sua vida, garanta que estará lá para ela quando o seu coração for partido. A verdade é que irá acontecer. Torne-se disponível para que ela fale com você, e não com ele.

23. Explique que ela é a única pessoa responsável pelo que acontecerá com o seu próprio corpo.

24. Faça elogios a ela e a mãe, regularmente.

25. Diga que a ama. Mande mensagens regularmente. Garante que ela saibe bem que, independentemente do que poderá acontecer, você estará sempre do seu lado!

Este artigo foi escrito por Mandy Velez em APlus.com.


http://awebic.com/pessoas/25-coisas-que-todos-os-pais-deveriam-fazer-pelas-suas-filhas-mas-que-raramente-fazem/

Como saber se meu filho está com Pneumonia?

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Dentre as principais doenças do período do inverno talvez a pneumonia seja a que mais preocupe as mamães.

A pneumonia é uma infecção aguda dos pulmões, causada por vírus, bactérias ou fungos, e pode variar desde um quadro leve a grave a depender da extensão de tecido pulmonar envolvido e do estado nutricional e imunológico da criança. Ela pode surgir após uma gripe, mas, diferente da gripe que costuma ser altamente contagiosa, a pneumonia não costuma ser facilmente transmitida.

Dentre os principais sintomas temos:

– febre alta e persistente, calafrios

– tosse

– falta de ar e dor no peito

– prostração, fraqueza e sonolência

– tosse com eliminação de secreção purulenta (amarelada ou esverdeada)

O diagnostico é feito através do exame físico com ausculta pulmonar e o medico pode achar necessário solicitar uma radiografia de tórax e/ou hemograma como exames complementares.

O tratamento consiste no uso de antibióticos específicos para cada faixa etária e habitualmente varia de cinco a dez dias. Uma melhora no estado geral da criança deve ser notada com 72 horas de uso da medicação. A internação hospitalar pode ocorrer se a criança apresentar sinais de alerta, tiver comorbidades ou evidencia de pneumonia grave ou complicada.

(http://portal.fiocruz.br  | http://sbpt.org.br)

Dra Paula Tannus
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Birra infantil: Como reagir nesta situação?

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Extra: Birra de criança

Veja as perguntas e respostas mais comuns sobre a birra infantil

Por que meu filho faz birra?
Porque sente necessidade de chamar a sua atenção. Está carente (ou é voraz) de atenção. E também porque não o ensinaram a pedir de forma diferente.

Como saber se é manha ou não?
Conhecendo seu filho e distinguindo as reais necessidades dele. Perguntando o porquê dele querer tanto tal objeto, etc.

– O que eu faço se o meu filho se jogar no chão em público?

Segure-o firmemente e olhe nos olhos dele dizendo em voz baixa: – “Não aceito este comportamento aqui e agora. Em casa vamos conversar. Agora levante já!”. Quando chegar em casa converse com ele e explique que para soltar a raiva que está dentro dele existe hora (não em frente de pessoas estranhas), lugar (na privacidade do lar) e com a pessoa certa (aquele que pode ouvi-lo). É importante que ele confie que haverá um momento oportuno para ser ouvido)

– Sinto que às vezes quanto mais atenção eu dou, pior a situação fica. Por que isso acontece?
Atenção é diferente de mimar. Atenção é escutar ativamente o que seu filho diz, levando-o a sério, e mimar é dar a ele tudo o que deseja e também deixá-lo vencer pelo seu cansaço. Portanto se você der atenção a ele, por aprendizado e por ter este registro e modelo de relação, seu filho também dará ouvidos a você. Se você mimá-lo, estará alimentando nele o vício de ser birrento.

– Posso dar o que ele quer no momento do escândalo?

Evite. Tente entrar em acordos, e lembre-se de mantê-los. Além disso, na primeira oportunidade tenha uma boa conversa com ele, não simplesmente impondo os seus conteúdos, mas primeiramente escutando-o, compreendendo e ensinando. Não fique presa na vergonha que ele te fez passar, isto impede a comunicação.

– Um tapinha ou beliscão pode resolver o assunto?
Isto só vai ensiná-lo a ser agressivo. O melhor é não usar a agressão física para se comunicar. Transforme em palavras seus sentimentos e pensamentos, e ajude-o a nomear suas questões. Quanto menor a criança mais ela utiliza a violência física porque não sabe se expressar, enfim, esta é uma forma primitiva de se relacionar.

 

– Como fazer para ele não repetir a cena?

Através da boa conversa quando isto aconteceu da primeira vez. Voce também pode lembrá-lo do que aconteceu para que ele não repita a cena, e entrar num acordo: “você tem direito de escolher dois itens no supermercado”, por exemplo. A criança esperneia e faz birra porque acha que não vai conseguir nada nunca, ou porque acredita que esta é a única maneira de conseguir o que deseja. Por isso, cabe a mãe ensinar outras formas da criança conseguir o que deseja, se ela tiver confiança, saberá que pode obter muito mais pedindo educadamente. Alem disso, não desapertará sentimentos negativos na mãe em relação a ela.

– Se ele se comporta bem em público, mas faz escândalos dentro de casa, qual é o problema?
Provavelmente ele tem vergonha de pessoas estranhas e em casa está sentindo falta de mais atenção.

Léa Michaan,

Psicoterapeuta, Psicanalista, Palestrante e escritora


https://psicologaresponde.wordpress.com/2010/09/10/birra-infantil-como-reagir-nesta-situacao/

CONGELAR VEGETAIS É EXCELENTE PARA SAÚDE E PARA O BOLSO! CONFIRA.

Dicas

alimentos-congelados

MAS, POR QUE CONGELAR?

Esta técnica acaba por eliminar os microrganismos da superfície do legume, mantendo-a limpa. Na verdade os vegetais deveriam ser congelados após a colheita, mas como isso não é possível, faça-o assim que comprar, escolhendo sempre os mais frescos. Segundo pesquisa da Birds Eye, empresa americana de vegetais congelados, num tempo, cerca de 16 dias, entre o caminho da colheita até o fornecedor, mais o tempo que ficam nas gôndulas, os vegetais já perderam parte dos nutrientes, entre 10% e 45% (dependendo do legume).

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TUDO PODE SER CONGELADO?

Quase, sempre temos as exceções, no caso: tomate, rabanete, pepino. A batata, por exemplo, não pode ser congelada crua, pelo excesso de amido que ela contém, absorve muita água, amolece, esfarela e escurece, a não ser na forma de purê, bolinhos ou suflês. Mas os demais vegetais podem ser congelados, ou melhor, devem ser congelados, pois perderão muito menos nutrientes.

COMO CONGELAR?

Para congelar os vegetais, é necessário que estejam limpos e descascados. Devem ser escaldados em água fervente ou no vapor, nunca deixar cozinhar totalmente e logo que retirar, mergulhar em água com gelo, com ajuda de um escorredor, dando assim, um choque térmico, esse processo se chama “branqueamento”. Com esse procedimento os vegetais manterão sua cor, sabor e textura, além dos nutrientes.

A seguir uma tabela para branqueamento dos vegetais:

tabela1

QUANTO CONGELAR?

Congele em porções pequenas, em sacos plásticos, tirando o máximo de ar possível. Nunca use o papel alumínio para embalar, pois ele grudará no alimento. Para descongelar pode levar direto ao forno microondas, sabendo que terá que cozinhar mais, já que eles sofreram apenas um pré aquecimento.

Aqui tem uma outra lista super legal e completa, para você não ter dúvidas quanto à forma, procedimento e tempo de armazenamento no freezer.

tabela2

Fonte: Via: Fazfacil
Foto: Cozinha da Ceci

Cuidados com os Pequenos no Inverno

Dicas

 

O inverno está chegando e com ele as tão temidas doenças respiratórias, sejam estas manifestadas por alergias (rinite asma), gripe ou resfriado, sinusite e pneumonia, dentre outras.

 

 

 

 

Alguns cuidados no dia a dia podem prevenir o contágio e evitar a transmissão destas doenças, sendo os principais:

– Lavar as mãos com frequência: usar água corrente e sabão principalmente após usar o sanitário/ trocar fraldas, assoar o nariz e antes das refeições (o álcool gel pode ser usado porem não deve substituir a água em definitivo)

– Manter as unhas limpas e cortadas

– Evitar ambientes com fumaça (principalmente cigarro!) e poeira em excesso; evitar ficar em locais fechados com excesso de pessoas por muito tempo (p.e. cinemas e shoppings)

– Evitar carpetes, bichos de pelúcia, livros ou caixas empilhadas, cortinas e tapetes (antes de usar aquele cobertor ou casaco guardado há muito tempo faça a devida higienização e exposição ao sol)

– Mantenha a casa arejada, aproveite dias de sol para deixa-lo entrar pelas janelas

– Higienize com maior frequência o filtro do ar condicionado, evite temperaturas muito baixas no aparelho para evitar mudanças bruscas de temperatura entre o quarto aonde a criança dorme e o ambiente externo

– Mantenha a criança hidratada, aumente a oferta de água (nós tendemos a sentir menos sede no frio!)

– Mantenha as narinas sempre hidratadas e limpas com o uso de soro fisiológico e soros para lavagem nasal disponíveis no mercado (as narinas funcionam como um filtro para o que entra no sistema respiratório!)

– Evite banhos prolongados com água muito quente, isso elimina a proteção natural da pele e a deixa mais ressecada

– Mantenha a rotina alimentar com grande oferta de frutas, verduras e legumes

– VACINE seu filho, principalmente as vacinas contra a gripe/ influenza, HiB (Haemophilus influenzae tipo B) e a pneumocócica

– para crianças menores de 2 anos com doenças pulmonares crônicas e cardíacas especificas está disponível a palivizumabe, procure o seu pediatra ou pneumologista para saber se seu filho precisa de mais essa proteção!

– Evite medicar seu filho sem a devida orientação medica! Xaropes, antialérgicos, descongestionantes nasais, analgésicos e antitérmicos para as crianças seguem recomendações especificas para o seu peso e idade, alem de que vários produtos disponíveis no mercado são contraindicados para algumas idades, então é sempre melhor marcar uma consulta com seu pediatra para tirar a duvida do que pode ser administrado com segurança.

(http://portal.fiocruz.br  | http://sbpt.org.br)

Por Dra Paula Tannus

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“Vivemos hoje um terrorismo nutricional. As pessoas não sabem mais o que comer”, diz Sophie Deram

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Emagrecer sem dieta, sem cortar grupos alimentares e “celebrando a comida sem medo e sem culpa”. Parece sonho, mas é o que defende a nutricionista. Para Sophie Deram, dietas só engordam a longo prazo

Foto: DivulgaçãoSophie é francesa e brasileira e pesquisa obesidade infantil, nutrigenômica, transtornos alimentares e neurociência do comportamento.
Sophie Deram não é uma nutricionista convencional. Para começar, ela é contra dietas. Para essa francesa e brasileira, doutora em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, dietas restritivas só estressam o corpo e fazem o cérebro alterar o metabolismo e o apetite, fazendo você engordar ainda mais a longo prazo. Especialista em obesidade infantil e transtornos alimentares, Sophie, que também é chefe de cozinha, estuda neurociência e nutrigenômica – a ciência que mostra como os alimentos “conversam” com nossos genes. Ela defende uma forma libertadora de lidar com a comida: o “comer consciente”, que permite ter saúde e peso estável tendo prazer à mesa e comendo de tudo – até mesmo doces e fast food!A senhora é uma nutricionista contra dietas?
Eu sou muito contra dieta (risos). E quanto mais eu estudo, mais fico contra. Uma das coisas que mais assusta e estressa o cérebro é fazer uma dieta muito restritiva. O cérebro a percebe como um grande perigo e vai desenvolver mecanismos de adaptação. Ele vai aumentar o seu apetite, diminuir seu metabolismo e deixar você mais obcecado por alimento.

É por isso que tantos voltam a engordar?
A curto prazo, a dieta vai funcionar. Só que o cérebro vai desenvolver mecanismos de adaptação, vai ‘ligar’ os genes do apetite e do armazenamento de gordura. A ciência mostra que 90% a 95% das pessoas que fazem uma dieta muito restritiva voltam a engordar, não só tudo de novo, mas ainda mais. Pelo menos 30% de quem faz dieta engorda mais do que perdeu com ela. O interessante é que, depois de uma dieta, o apetite de uma pessoa aumenta por até um ano após ela ter voltado a comer normalmente. E o risco de desenvolver compulsão é até 18 vezes maior depois de uma dieta restritiva. Os maiores transtornos alimentares (como bulimia e anorexia) que a gente trata começaram com uma dieta.

Então, qual a solução?
Primeiro, não enxergar o peso como a causa do problema, para não trabalhar só sobre a consequência. É preciso entender porque você engordou. Pode ser emocional, por fazer dieta, por comer de maneira não muito saudável, pode ser um medicamento que você está tomando ou uma fase de vida – a menopausa e pré-menopausa, por exemplo, são momentos muito sensíveis para a mulher.

O que é o “terrorismo nutricional” que a senhora afirma que vivemos?
Hoje estamos focando no alimento de um jeito muito simplificado: ou o alimento é bom ou é ruim. Esse engorda e aquele emagrece. Não existe isso. Nenhum alimento por si só vai fazer engordar ou emagrecer. Quando você só foca nas calorias e nos alimentos, você esquece de escutar o seu corpo. Você não responde mais à fome ou à saciedade. Você só responde com terrorismo ao que você está comendo. Comer vira uma coisa estressante. E uma culpa.

Dá para acabar com essa culpa?
Uma das coisas que eu trabalho muito no consultório é recuperar a sensação de fome e saciedade e o comer sem culpa. Nosso corpo é totalmente habituado a todo tipo de alimento. Claro que algumas pessoas têm problemas ou alergias, e isso tem que ser tratado. Mas colocar uma população inteira sem açúcar, sem glúten ou sem lactose é uma loucura! O terrorismo é esse: cada vez mais as pessoas não sabem o que comer. Acham que controlando o que elas estão comendo vão emagrecer. Na verdade, estão cada vez mais estressadas e com maior risco de ganho de peso.

Mas há dietas restritivas famosas que cortam glúten ou proteína e dão certo. Também não são recomendadas?
Para uma pessoa que tem doença celíaca, eu vou recomendar uma dieta sem glúten. Mas para uma pessoa que está bem, só porque ela quer perder peso, isso afeta muito a sua relação com os alimentos. Vira um inferno. Tirar o glúten é uma coisa muito difícil, muito estressante. Claro que a pessoa vai perder peso, e é por isso que está na moda. Só que, infelizmente, isso só aumenta aquele terrorismo nutricional. Em geral, cortar um grupo alimentar não é adequado. Somos onívoros, ou seja, animais que comem de tudo. Quando você corta um grupo alimentar, você assusta o seu corpo. Ele vai desenvolver adaptações que podem fazer você engodar mais a longo prazo.

Por que é tão importante acabar com essa culpa ao comer?
Quando você está com muita culpa, sofrendo muito terrorismo nutricional, você pode engordar, porque está estressado, em desequilíbrio diante da alimentação. Isso pode afetar o cérebro e “ligar” genes que vão fazer você engordar mais. Mas é bom lembrar que tem obesos que comem superbem. É bom não fazer discriminação. Pode ser um estresse na vida que aciona um mecanismo de proteção. A gordura era uma proteção contra a falta de alimentos e o nosso cérebro ainda pensa assim. Se você estressa muito o seu corpo, se fica sem comer, se corta carboidrato, ele reage aumentando a produção de gordura. Quando você está comendo com prazer, sem culpa, você come menos porque vai ficar satisfeito e não engole a comida. E também vai ter uma digestão diferente do que se comer com rapidez, com culpa, com estresse.

A senhora é contra os produtos light e diet?
Não sou contra. O que eu acho importante é mostrar que eles não são necessariamente interessantes para emagrecer. Para fazer produtos light e diet, a indústria fez uma troca. Tiraram parte da gordura, o que deixa ele sem gosto, e colocaram carboidratos. Açúcar, amido modificado, xarope de açúcar, todos esses carboidratos, dão bastante prazer no cérebro. A gordura tem 9 calorias por grama, mas o açúcar só 4. Então, o produto fica com menos calorias, mas não necessariamente mais interessante do ponto de vista da saciedade. E também pode ter um efeito diferente no metabolismo.

Então seria melhor comer algo que você goste em porções menores?
Na dúvida, o é melhor pegar o alimento mais ‘in natura’ possível. Não estou dizendo orgânico, estou dizendo mais natural. Em vez de comer o iogurte light ou diet de morando, por exemplo, a opção que eu acho mais saudável seria o iogurte natural junto com o morango e um pouquinho de açúcar. É um alimento mais verdadeiro.

Mas como, então, emagrecer?
Primeiro, é preciso ter excesso de peso e nem todo mundo tem. Pessoas que estão com peso saudável e que querem emagrecer mais vão assustar o corpo. Essa preocupação de emagrecer é muito exagerada hoje. As pessoas estão muito focadas nisso. É “bom dia, você emagreceu” ou “você engordou”. Antes se falava do tempo! Uma pena. Mas uma pessoa que tem sobrepeso precisa saber que não há uma solução só. As dietas hoje dão a mesma solução para todo mundo. Isso não dá certo. Cada um tem um metabolismo, uma história, uma razão diferente para o sobrepeso. Mas uma dica interessante é essa: comer mais alimentos verdadeiros.

Ou seja, menos industrializado.
Isso, menos industrializados. E não estou dizendo que sou contra alimentos industrializados. Sou engenheira agrônoma, trabalhei em indústria, e acho que eles ajudam muito no dia a dia. Mas, quando puder, cozinhe, prepare o prato em casa, coma alimentos que vêm da natureza e tente evitar essa preocupação de dieta. Isso está fazendo com que ninguém coma junto. Sei de pessoas que levam marmita para eventos sociais. A gente está cada vez mais com esse terrorismo da nutrição. Se você volta a comer alimentos verdadeiros, para os quais a gente foi adaptado, você não deveria ter essa preocupação de calorias, de engordar. O que você deveria ter é uma consciência maior de como está se sentindo. Estou com fome? Vou comer. Estou sem fome? Vou parar de comer! Alguém que está respondendo bem a essas perguntas chega a um peso saudável. É o que em inglês se chama “mindful eating”, o comer consciente. É um bom jeito de emagrecer de maneira suave e para a vida inteira.

O comportamento alimentar é tão importante quanto o que se come?
O “mindful eating” é totalmente isso. Pesquisas com crianças mostram que se você cuidar mais do ambiente, sem falar do que ela está comendo, ela vai ter menos risco de engordar. Não é só o que você come. É também como você está comendo. Ter um comportamento adequado à fome é comer de maneira consciente. E se, ainda, você consegue comer com prazer e sem culpa, você será supersaudável. E comer com prazer não é comer com gula. É diferente. Não é liberar tudo. É comer devagar, o alimento que você gosta, saboreando e sem estresse.

Comer fora é mais difícil…
Na rua, a tentação é grande. Então também temos que comer devagar para perceber quando estamos satisfeitos. E quando isso acontecer antes do fim do prato, não precisa comer a porção inteira. Escute o corpo. Não é só porque está pagando um preço fixo, numa churrascaria, que você tem que se entupir de comida. Aproveite o momento com os amigos, converse, sinta o alimento. Não existe nenhum alimento ruim. O que existe são alimentos mais interessantes do que outros.

Hoje, muita gente se diz viciada em doces e fast food. Como elas podem comer de forma mais saudável?
Primeiro, se conscientizar de que esse vício é real. Esses alimentos focam no nosso cérebro e podem viciar mesmo. Mas é possível mudar. Não fazendo dieta restritiva. O que eu aconselho é incluir, cada vez mais, alimentos verdadeiros. Eu nunca retiro alimentos de ninguém porque isso é muito frustrante. O que trabalho é uma atitude positiva. Pode comer de tudo, mas inclua mais legumes, mais arroz, mais feijão. Tome mais água, evite o excesso de bebidas doces, tanto refrigerantes quanto sucos. E aí a pessoa, sozinha, consegue se livrar desse vício. Tenho pacientes adolescentes que saíram da obesidade sem deixar de ir ao Mc Donald’s com os amigos. Isso faz parte da vida do adolescente. É um erro tirar isso dele. Mas quando você inclui os alimentos verdadeiros, automaticamente, você vai comer menos dos outros.

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2014/05/entretenimento/cultura_e_famosos/1486010-vivemos-hoje-um-terrorismo-nutricional-as-pessoas-nao-sabem-mais-o-que-comer–diz-sophie-deram.html

Por que meu filho não dorme a noite inteira?

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Por que meu filho não dorme a noite inteira? (Foto: ThinkStock)

Antigamente, acreditava-se que a única função do sono era a do repouso – tanto do corpo quanto da mente. Diversas pesquisas, entretanto, demostraram que o cérebro permanece ativo, isto é, realiza uma série de funções essenciais ao desenvolvimento humano. É enquanto seu filho dorme, por exemplo, que o hormônio do crescimento entra em ação. “O sono é um fenômeno neurológico que sofre muitas transformações durante a infância, refletindo os diferentes momentos de amadurecimento do sistema nervoso central da criança. Dessa forma, em cada idade, ele apresenta caraterísticas e necessidades particulares”, explica o neuropediatra Paulo Liberalesso, do Departamento de Neurologia e Neurofisiologia do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Por isso, um recém-nascido dorme até 20 horas por dia, enquanto uma criança de 1 ano de idade dorme cerca de 12.

Mas se o bebê precisa dormir tanto, por que os pais têm a impressão de que ele acorda a todo instante? Acontece que durante os primeiros meses de vida, o ritmo circadiano (período de 24 horas pelo qual o nosso corpo se norteia para organizar suas funções) dura de três a quatro horas. “Aos poucos, o cérebro se adapta, e entre os 4 e os 6 meses, o sono do bebê passa a predominar no período da noite”, afirma o especialista. Ainda assim, é natural a criança acordar durante a noite até os 2 anos de idade, pois os despertares fazem parte do ciclo de sono dos seres humanos e de vários animais: a diferença é que, em geral, voltamos a dormir rapidamente. Já o bebê precisa ser ensinado, processo que ocorre de forma gradual e natural.

Higiene do sono

É assim que os especialistas chamam a introdução de bons hábitos na hora de dormir. “A tendência é pensar que se trata de algo passivo: basta estar cansado para pegar no sono”, diz o neuropediatra Rudimar dos Santos Riesgo, professor de medicina da UFRS e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas de acordo com o neuropediatra não é assim que acontece: é necessário preparar o organismo. Não dá para estimular a criança com brincadeiras excitantes à noite, por exemplo, e esperar que ela vá dormir com tranquilidade em seguida. Além disso, entenda que o cérebro do seu filho é como se fosse um computador. Se toda vez que ele chorar for retirado do berço, vai ficar programado para agir de tal forma. “Por isso, a orientação, nesse caso, é acalmar o bebê ainda no berço”, explica. Veja mais dicas a seguir:

1. Estabeleça uma rotina de sono com horários definidos para dormir de noite e para acordar pela manhã;
2. Evite brincadeiras e outras atividades que estimulem o sistema nervoso central à noite, como TV (principalmente nas duas horas que antecedem o momento do dormir);
3. Ao chegar a hora de ir para a cama, crie um pequeno ritual: coloque o pijama e escove os dentes (no caso dos maiores), leia uma história ou cante uma música e dê um beijo de boa noite. Tudo isso vai deixar o seu filho mais seguro;
4. Em vez de induzir o sono, embalando o bebê no colo ou no carrinho toda vez, por exemplo, tente colocá-lo no berço quando ele ainda estiver acordado, já sonolento;
5. Por último, o quarto deve ser um local aconchegante. Embora o ideal seja dormir no escuro, caso a criança sinta medo os médicos recomendam usar um abajur ou uma lâmpada incandescente de baixa intensidade (8 watts).

 

Por Malu Echeverria (http://revistacrescer.globo.com/Os-primeiros-1000-dias-do-seu-filho/noticia/2014/12/por-que-meu-filho-nao-dorme-noite-inteira.html)

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ FICA ELOGIANDO A INTELIGÊNCIA DE UMA CRIANÇA

Dicas

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Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.

Andou, leu e escreveu cedo.

Vai bem nos esportes.

É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.

– “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.

Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.

Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.

Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.

Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).

Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.

A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.

Influenciados por apenas UMA frase.

O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.

mindset

 

O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.

Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.

UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários:

01. Não, eu NÃO sou contra elogiar crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca falar para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.

02. Não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Quem escreveu essa teoria foi a psicóloga Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success (http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima e nos comentários também.

03. Gostaria de aproveitar para agradecer pelo incrível número de comentários e likes, o que mostra o quanto esse assunto é fascinante. Obrigado!

Profile photo of Wagner Brenner WAGNER BRENNER / http://www.updateordie.com/2012/04/17/o-que-acontece-quando-voce-fica-elogiando-a-inteligencia-de-uma-crianca/

Depressão infantil cresce e preocupa especialistas

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Depressão infantil cresce e preocupa especialistas Gonza Rodrigues/Arte ZH

Foto: Gonza Rodrigues / Arte ZH
Nem sempre criança é sinônimo de energia, alegria e felicidade. Elas também são fisgadas pela depressão, doença que atinge 15% da população adulta do Brasil. Entre os menores, o índice varia de 1% a 2%, e entre os adolescentes sobe para 5%, em casos que podem até acabar em morte. O problema tem preocupado a comunidade médica. Só em Porto Alegre, dois ambulatórios de psiquiatria devem ser inaugurados em breve para abordar o tema, um no Hospital de Clínicas e outro no Mãe de Deus.

Os sintomas são envoltos em sutilezas, já que os pequenos não têm a mesma capacidade de expressão dos adultos. Há meses, um menino de cinco anos deu entrada na emergência do Mãe de Deus por ter engolido uma moeda. Os médicos estranharam por se tratar de uma criança fora da fase em que leva tudo à boca. Semanas mais tarde, a mesma criança foi levada ao serviço, novamente engasgada. Um psiquiatra da instituição foi chamado para conversar e averiguar. A sós com o médico, a criança contou que estava tentando se matar.

— São crianças querendo morrer porque ninguém as ouve, não recebem atenção. Estamos vivendo um período de pleno emprego, ficando fora de casa o dia inteiro e não temos tempo para elas — exclama o psiquiatra Ricardo Nogueira, gestor de Saúde Mental da instituição.

Risco de se “acostumar” com a depressão

Nogueira e Gibsi Rocha, chefe do Ambulatório de Psiquiatria do Hospital São Lucas da PUCRS e especialista em infância e adolescência, notam que as queixas de depressão na infância estão mais frequentes e que os motivos estão relacionados a uma pressão pelo melhor desempenho das crianças, famílias desestruturadas e exposição à violência e ao sexo na televisão.

— Tudo isso as deixa mais ansiosas e mais vulneráveis à depressão, pois elas não têm estrutura para lidar com coisas que ainda não estão prontas para entender — aponta Gibsi.

Ela associa os fatores listados acima ao encurtamento da infância. Os sinais dessas mudanças estão nas unhas pintadas desde sempre, no rebolar das danças sensualizadas e na vontade de fazer parte das redes sociais com fotos exibicionistas.

Miguel Angelo Boarati, psiquiatra da infância e adolescência e coordenador do Ambulatório de Transtornos Afetivos e do Hospital-Dia Infantil do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, lembra que os critérios de diagnóstico são os mesmos utilizados em adultos, mas a apresentação variaconforme a fase do desenvolvimento no qual a criança está. Médicos recomendam que os pais fiquem atentos a mudanças bruscas na forma como os filhos se relacionam com amigos e familiares, se adotam um discurso diferente do habitual ou se começam a ir mal na escola de uma hora para a outra.

— Muitas vezes, a criança não sente que está deprimida, apenas que algo está diferente, mas não tem compreensão suficiente para se perceber doente. E, dependendo do ambiente no qual é criada ou pelo tempo em que está deprimida, pode se “acostumar” com os sintomas e acreditar que esse é o jeito dela ser — diz Miguel Boarati.

Reflexão levada aos palcos

Quase como um desabafo e uma crítica à necessidade de ser feliz o tempo todo, Martina Schreiner escreveu o texto da peça infantil Nina, o Monstro e o Coração Perdido. Ela quis propor esta reflexão às crianças ao contar a história de uma menina que não queria ter coração para não ter dor.

— Diz respeito a esta pressão que todo mundo vive hoje que não nos permite falar dos nossos problemas e isso atinge as crianças, que também têm dificuldade em lidar com a tristeza — explica a autora.

As histórias de meninos e meninas da vida real são tão cheias de sutilezas quanto a de Nina, personagem da ficção. Na maioria, os sintomas depressivos mais típicos estão encobertos por manifestações de irritabilidade ou raiva, situa Adriana Zanonato, psicóloga terapeuta de infância e adolescência.

Rogéria Recondo, vice-presidente da Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (Abenepi) do Rio Grande do Sul, atua na área há quase 30 anos. Ela afirma que foi apenas a partir da década de 70 que os pesquisadores começaram a apontar a depressão na infância. Rogéria nota que, nos últimos tempos, profissionais como pediatras, professores e pedagogos estão mais atentos à depressão e que é comum os pais chegarem ao consultório também por meio de um encaminhamento da escola ou dos médicos de rotina.

Fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da depressão precoce, além de propiciar casos mais graves e refratários a tratamentos. O neurogeneticista David Schlesinger afirma que existe componente genético para isso, mas não é único, nem o maior.

— Se a doença acomete mais cedo é mais grave ou tem fatores causais mais fortes, elas têm chance maior de serem deprimidas ao longo da vida, o que não quer dizer, é claro, que toda depressão na infância é severa — observa Schlesinger.

Hospital de Clínicas de Porto Alegre terá ambulatório

A chance de que os filhos sejam depressivos é quatro vezes maior nas famílias em que pai e mãe apresentam a doença. Percebendo na situação uma questão de saúde pública, o ambulatório da depressão do Hospital de Clínicas da Capital deve começar a funcionar até o final do ano, sob a coordenação do psiquiatra Christian Kieling. O foco, inicialmente, será voltado para quem tiver entre 12 e 18 anos. Os dados dos pacientes serão lançadas em um banco, que deve gerar estatísticas para melhor compreender o problema.

(http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2014/08/depressao-infantil-cresce-e-preocupa-especialistas-4575990.html)